Algum tempo atrás dizia-te que já não havia nada para inventar, era tudo recriado a partir do uso repetido das mesmas ideias... Hoje posso dizer que talvez não seja assim. Apesar das palavras serem idênticas, o sentimento evolui e, assim, vou deixando que a tinta da caneta continue a jorrar (incansavelmente e constantemente) para que tudo seja recriado, como uma nova manhã, tal como a de hoje (bonita e simples) que desponta depois de uma noite fria.
E nesta recriação me perco, sempre junto a ti... Procro novas linhas e traços, sempre sem te perder de vista. Porque o mais importante é a maneira como nos unimos, é a comunhão de ideias tão diferentes que se complementam num simples sorriso.
Sorri mais uma vez minha princesa e mata-me nesta loucura, neste turbilhão de sentimentos. Não te assustes com estas expressões, até porque são reflexos da tua vivência em mim. São nada mais que sonhos conjuntos, jogos e brincadeiras a dois.
O melhor disto tudo é que no final sorris com esta oferta, e eu delicio-me ao ver o teu sorriso. Tu sabes disso e tornas a situação num ciclo vicioso. Acabo por me aproveitar e brinco outra vez com as palavras. Já dizia o poeta:
"Gosto de dizer. Direi melhor, gosto de palavrar."
[14-02-09]

